O Observatório

APRESENTAÇÃO
O modelo de gestão para o Observatório  Social  em Educação, consiste no conjunto consolidado de 6 (seis) modelos operacionais que, integrados, constituem a dinâmica de seu funcionamento.
Estas “peças estratégicas”, bem como os modelos operacionais, constituem o modelo de gestão a ser adotado no Observatório Social em Educação, e estão descritos a seguir.
MODELO DE GESTÃO
No caso do Observatório Social em Educação, este modelo de gestão torna-se fundamental para que o mesmo possa sobreviver em um ambiente complexo que apresenta Governo e Oposição, ou seja, um ambiente que congrega interesses divergentes.
O modelo de gestão vai contribuir para que a isenção e a criticidade sejam marcas presentes na atuação do Observatório Social em Educação.
Inserimos dentro do presente modelo de gestão um conjunto preliminar de diretrizes operacionais, com o propósito de nortear as providenciais inicias de funcionamento do Observatório Social em Educação.
Ainda no modelo de gestão, agregam-se os modelos operacionais que constituem a dinâmica e o processo de funcionamento do Observatório Social em Educação.
Os modelos operacionais, a serem descritos em tópico posterior, estão consolidados em 2 (duas) estruturas de gestão: estrutura interna e estrutura externa.
Na estrutura interna os modelos componentes são os seguintes: (1) modelo de relacionamento e parceria, (2) modelo de captação de recursos e (3) modelo administrativo-financeiro.
Na estrutura externa os modelos componentes são os seguintes: modelo de mobilização da sociedade, modelo de participação para os segmentos sociais e modelo de metaobservação ou metavaliação.
PRINCÍPIOS
MOBILIZAÇÃO – Capacidade de induzir o cidadão a participar com ações indutoras de mudanças sociais a partir da sua conscientização resultante do seu melhor entendimento da realidade social.
SIMPLICIDADE – Forma pela qual as informações sobre as políticas públicas e ações sociais são convertidas em conhecimento que seja de fácil compreensão a todos os cidadãos.
TRANSPARÊNCIA – Capacidade de tornar clara e acessível à sociedade, as informações e resultados obtidos pelas políticas públicas e ações sociais.
CIDADANIA – Expressão de cada pessoa em exercer o seu direito como protagonista e indutor das transformações sociais.
CREDIBILIDADE – Competência em expressar a isenção, autonomia e liberdade do Observatório Social no seu papel de observar, sistematizar e difundir dados, informações e conhecimentos da realidade social.
UNIVERSALIZAÇÃO – Disseminação do conhecimento de forma ampla, acessível e comparativa a outras realidades, estimulando a aplicação da criatividade na solução de problemas sociais.
MISSÃO
Mobilizar os diversos segmentos da sociedade, em parceria com instituições públicas e privadas, para observar, sistematizar e difundir as diversas realidades de educação, visando ao desenvolvimento econômico, social e sustentável do Ceará.
VISÃO DE FUTURO
Ser reconhecido (*), até 2010, pela sociedade do Ceará, como um efetivo agente de mudanças sociais, em decorrência da participação crítica e consciente dos seus cidadãos.
(*) Ser reconhecido é atingir o nível de satisfação (8,0: escala de 1,0 a 10,0) pelos diversos segmentos da sociedade, com o seu papel de observar, sistematizar e difundir conhecimentos sobre a realidade social.
MODELOS OPERACIONAIS
Os modelos operacionais têm o propósito de dinamizar o funcionamento do Observatório Social em Educação e facilitar o gerenciamento dos seus processos de trabalho.
Estes modelos operacionais estão consolidados em 2 (duas) estruturas de gestão: estrutura interna e estrutura externa.
Na estrutura interna os modelos operacionais componentes são os seguintes: modelo de relacionamento e parceria, modelo de captação de recursos e modelo administrativo-financeiro.
Na estrutura externa os modelos operacionais componentes são os seguintes: (1) modelo de mobilização da sociedade, (2) modelo de participação para os segmentos sociais e (3) modelo de metaobservação ou metavaliação.
Os modelos operacionais validados pela Diretoria do CIC são os seguintes:
MODELOS OPERACIONAIS DO OBSERVATÓRIO SOCIAL EM EDUCAÇÃO
(1) MODELO DE RELACIONAMENTO E PARCERIA.
(2) MODELO DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS.
(3) MODELO ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO.
(4) MODELO DE MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE.
(5) MODELO DE PARTICIPAÇÃO PARA OS SEGMENTOS SOCIAIS.
(6) MODELO DE METAOBSERVAÇÃO OU METAVALIAÇÃO.
MODELO DE RELACIONAMENTO E PARCERIA
O modelo de relacionamento e parceria tem o objetivo de estruturar todo o processo de relacionamento com a sociedade e parcerias com outras instituições sociais das esferas pública e privada.
MODELO DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS
O modelo operacional de captação de  recursos tem o propósito de estruturar todo o processo de captação de recursos para o Observatório Social em Educação junto a algumas das instituições públicas e privadas consolidadas pelo modelo operacional de relacionamento e parcerias.
MODELO ADMINISTRATIVO-FINANCEIRO
O modelo operacional administrativo-financeiro tem o objetivo de estruturar todo o processo de gestão de resultados do Observatório Social, bem como planejar a logística e suporte aos eventos e fóruns a serem realizados.
MODELO DE MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE
O modelo operacional de mobilização da sociedade tem o intuito de estruturar todo o processo de comunicação e divulgação do Observatório Social em Educação, bem como estruturar os mecanismos de mobilização da sociedade para a atuação do Observatório Social (eventos culturais, educacionais, promoção e patrocínios, parcerias com veículos de comunicação etc.)
MODELO DE PARTICIPAÇÃO PARA OS SEGMENTOS SOCIAIS
O modelo operacional de participação para os segmentos sociais tem o objetivo de estruturar todo o processo de construção das estruturas essenciais de avaliação, bem como dos indicadores e metas, começando pelo segmento educacional.
Neste modelo operacional estas estruturas e indicadores serão obtidos junto aos órgãos autorizados e de credibilidade social, para fins de análise e consolidação no modelo do Observatório Social em Educação, para posterior discussão em fóruns específicos com especialistas e divulgação à sociedade.
O fluxo proposto, a seguir, representa a configuração do modelo operacional de participação para os segmentos sociais com o seu macro-processo de trabalho:
Os parâmetros sociais e educacionais podem ser oferecidos por organismos internacionais, pelo governo brasileiro e outras instituições nacionais, regionais e locais.
MODELO DE METAOBSERVAÇÃO OU METAVALIAÇÃO
O modelo operacional de participação para os segmentos sociais tem o objetivo de estruturar todo o processo de construção das estruturas essenciais de avaliação, bem como dos indicadores e metas, começando pela macroestrutura educacional.
Esse modelo de metaobservação visa a assegurar a qualidade do próprio Observatório, com a avaliação do mérito da observação, verificando se a  avaliação está contribuindo para a melhoria das políticas públicas dentro do seu objetivo de atuação.
Visa ainda a garantir a continuidade do seu papel de avaliação isenta com aprimoramentos e inovações. Assim permite-se uma análise do nível de credibilidade do Observatório e uma definição de indicadores de metavaliação, por exemplo: (1) Credibilidade; (2) Impacto nos Resultados Sociais; e (3) Verificação de atingimento dos objetivos do Observatório.
É dever do Observatório, aplicar a avaliação de satisfação com todos os “stakeholders” (agentes participantes e envolvidos interna e externamente), para uma melhor gestão e acompanhamento das melhorias (follow-up) dentro do observatório, e ainda permitir uma efetividade de marketing do Observatório.
Esta avaliação de satisfação está integrada à visão de futuro do Observatório Social que é “Ser reconhecido (*), até 2010, pela sociedade cearense, como um efetivo agente de mudanças sociais, em decorrência da participação crítica e consciente dos seus cidadãos”.
Ser reconhecido, porém, é atingir o nível de satisfação (8,0: escala de 1,0 a 10,0) pelos diversos segmentos da sociedade, com o seu papel de observar, sistematizar e difundir conhecimentos sobre a realidade social.
REFERÊNCIAS
BACHELARD, Gaston. A Formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Tradução Estela dos Santos Abreu. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. 316 p. Título original: La formation du esprit cientifique.
BERTERO, Carlos Ormar apud FARIA, Luciana Jacques. Os Novos Modelos de Gestão: Análise e Algumas Práticas em Empresas Brasileiras. RAE Light/EAESP/FGV. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas (FGV), v. 2, n. 4, 1995, p. 35-40.
JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 3 ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.
LACOMBE, Francisco J. M. Dicionário de administração. São Paulo: Editora Saraiva, 2004.
LIMA, Marcos Antonio Martins. Auto-avaliação e desenvolvimento institucional na educação superior: um projeto aplicado a cursos de Administração.  Fortaleza: UFC, 2005. 626p.