quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Que educação é essa?!


Tudo começou com uma ideia criativa, consciente, inovadora, mas degringolou. A educação inclusiva é um marco na educação básica. O que é educação básica? Será que a conhecemos? Como lidamos com ela? Em meio a ela surge a educação inclusiva. O que é educação inclusiva? Que marco é esse? Como lidamos com ela? Tais indagações têm o intuito de provocar o leitor e desafiá-lo para que o impacto não seja indicador de fracasso.
Dizem que a educação vai mal. Isto nos choca. Mas é também a constatação, um indicador, à nossa disposição, para que tomemos consciência da necessidade, urgente e emergencial de ensinamentos que resgatem a velha educação. Tudo foi tentado, mudanças de paradigmas, elaboração de projetos, grupos de estudos e muitos outros.
Ah, tá! E daí?
Pacotes fechados são colocados em nossa porta, na nossa cara, na nossa pessoa, na nossa individualidade, na nossa profissão. Muito fácil dizer: faça isto ou aquilo e ou aquilo outro. Venha conviver e sentir na pele, no coração, na alma. Quero dizer: Vem experimentar, conhecer a vida real, ao vivo e em cores a dura realidade do cotidiano escolar. Venha perceber e conhecer em que se tornou o nosso sistema educacional!
Os profissionais da educação não medem esforços para que a aprendizagem se torne de fato significativa, buscam objetivar o controle das emoções com resoluções pacificas tanto no que tange ao aprendizado quanto nos desentendimentos que tornam a convivência desastrosa.
Há muito vimos preocupados com os rumos da educação básica. Falasse muito, escrevesse o suficiente e nada se faz dentro do próprio contexto atual. Ninguém vai ao novo se não passar pelo velho. Prova disso é a educação inclusiva que volta aos primórdios. Ontem classes especiais, hoje alunos especiais. Qual é o segregativo? O que é segregar? A falta de oferta de atendimento especializado; falta de oportunidade de escolhas; falta de condições iguais; falta de respeito as limitações…
No passado, “os diferentes” eram exterminados literalmente por ignorar as diferenças, as especificidades e reais necessidades. Penso que era mais honesto, apesar de desumano. No presente, atitudes desonestas e desumanas ocorrem com conhecimento de causa. Hoje, sabemos que todos somos seres humanos e temos nossas diferenças, especificidades e necessidades que devem ser respeitadas e contempladas para que as potencialidades, habilidades e competências se transformem em desempenho.
Dizem: A Educação vai mal! Digo e repito: O que vai mal é o em torno! Dentro de minha sala de aula a educação vai muito bem obrigada! O que abala o meu fazer pedagógico e a interferência de projetos escusos que são enviados pelo sistema, ou em torno como preferir.
Referência todos meus ex-professores desde a educação básica às minhas Pós e meus professores do mestrado enquanto mestranda e minha vaga experiência em 27 anos de magistério, com 22 anos em educação especial.
(Profª Yêrecê Regina Medeiros Simões Chiesa)

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