Aumento da autonomia e responsabilização por resultados são alguns dos caminhos
A baixa qualidade da educação pública brasileira, endossada pelo fraco desempenho em avaliações internacionais, resulta de uma extensa combinação de fatores, da qual também não escapa a administração da escola. Uma boa gestão não é uma panaceia e, portanto, não resolve todos os problemas do ensino, mas pode fazer grande diferença. Por outro lado, a ineficiência agrava a situação já caótica da educação e quem paga a conta é o aluno, o último elemento de uma cadeia confusa de mandos e desmandos.
A ineficiência do sistema educacional brasileiro é palpável. O documento Reorientar o gasto corrente para crescer mais, do Movimento Brasil Eficiente (MBE), que tem como objetivo sensibilizar a população, os políticos e os governantes para a necessidade da redução da carga tributária e de uma melhor gestão dos recursos públicos, inclusive na educação, traz uma série de dados que levam a essa conclusão. Segundo o estudo, a escolaridade média no Brasil é baixa em comparação aos países com nível de renda per capita similar; cinco anos de estudo entre as pessoas com 15 anos ou mais de idade contra seis do esperado para as nações com o mesmo grau de desenvolvimento. Além disso, o investimento do PIB em educação no País (4,3%) é praticamente igual ao da Coreia do Sul (4,2%) e superior ao do Japão (3,5%), países com indicadores educacionais consideravelmente melhores.
O levantamento do MBE também aponta, por mais contraditório que possa parecer, que o desempenho escolar não está relacionado ao nível de gasto com educação. Em outras palavras: nem sempre mais investimento é sinônimo de melhores notas – com a ressalva de que são necessidades fundamentais possuir infraestrutura e materiais adequados, professores capacitados e tudo mais que for importante para oferecer o melhor ambiente de aprendizagem possível. Mas apenas isso não basta; saber empregar bem os recursos para obter o máximo de resultados é crucial.
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