segunda-feira, 18 de julho de 2011

Educação compartilha a culpa

Primeiro foram os babyboomers (crianças nascidas após a 2ª Guerra Mundial). Depois veio a Geração Y (do milênio ou da Internet) e, enfim, a Geração Z, que são os nascidos a partir da segunda metade da década de 90 até os dias de hoje. A Geração T, no entanto, engloba até mesmo pessoas nascidas nos anos 50. A pedagoga e mestra em Educação, Marisa Pascarelli Agrello, rejeita os rótulos. No caso da “Geração T”, ela reconhece que parte do problema vem da escola que continua nos moldes conteudistas, apesar do esforço de educadores em investir na criticidade.”Precisamos incentivar os jovens para a reflexão e não para a crença absoluta na notícia”, diz.
A transformação das escolas tem que passar antes pela dos professores. “Temos docentes com 30, 40 anos de cátedra num modelo onde eles são o dono do Saber e as crianças e jovens são como caixas vazias, quando, na verdade, elas têm as suas próprias vivências. Trata-se de uma via de mão dupla”.
Para ela, isso acontece porque é muito cômodo manter gerações acomodadas, aceitando tudo passivamente. Mas Marisa vem percebendo uma mudança.“Nos congressos e jornadas que participo, já há um envolvimento maior das pessoas, talvez fruto das novas propostas pedagógicas e, nos ambientes de trabalho, do investimento nas relações interpessoais“. Para ela, as empresas começaram a lançar um novo olhar sobre seus colaboradores. Essa transformação também estaria sendo percebida no campo educacional, com os professores fazendo uma reflexão pessoal.

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